3/15/2005
entrega
dois quartos duas
camas à espreita dos
cheiros dos sonhos de
pedro e
alice
um silêncio manso penetra as
paredes
duas janelas duas cadeiras à
espera dos risos dos
olhares de
pedro e
alice
um abraço vasto roça a
porta
Adair Carvalhais Júnior
3/09/2005
estrelas
tenho todas as noites em meu
corpo desde que foste
embora e nelas não
brilha sequer
uma
estrela.
meus olhos trocaram a luz
de teu
sorriso pela sombria
vertigem de meus
sonhos.
minhas mãos arderam em
intermináveis
vazios minha
pele manchou-se inteira de tua
saudade
exaurido arrastei-me entre as
noites e
os
dias dentro
de mim tenho
todas
as noites e nelas nada
brilha.
Adair Carvalhais Júnior
corpo desde que foste
embora e nelas não
brilha sequer
uma
estrela.
meus olhos trocaram a luz
de teu
sorriso pela sombria
vertigem de meus
sonhos.
minhas mãos arderam em
intermináveis
vazios minha
pele manchou-se inteira de tua
saudade
exaurido arrastei-me entre as
noites e
os
dias dentro
de mim tenho
todas
as noites e nelas nada
brilha.
Adair Carvalhais Júnior
3/08/2005
frágeis
teu sorriso por
trás da janela enluarada uma
estrela entre duas
nuvens o
pio
da
coruja
um pouco de teu
calor no travesseiro um arco
íris de manhã um
pote quase
cheio meus mais
tolos
devaneios
Adair Carvalhais Júnior
trás da janela enluarada uma
estrela entre duas
nuvens o
pio
da
coruja
um pouco de teu
calor no travesseiro um arco
íris de manhã um
pote quase
cheio meus mais
tolos
devaneios
Adair Carvalhais Júnior
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