4/29/2005

frágeis

teu sorriso por
trás da janela enluarada uma
estrela entre duas
nuvens o
pio
da
coruja

um pouco de teu
calor no travesseiro um arco
íris de manhã um
pote quase
cheio meus mais
tolos
devaneios


Adair Carvalahis Júnior

4/22/2005

Apanhado na corrente, respondo ao repto da Linha de Cabotagem e das Musas Esqueléticas .

Não podendo sair do "Fahrenheit 451", que livro quererias ser?

Meu livro é "Grande Sertão: veredas", de João Guimarães Rosa.
Mas aceitaria também "Cem anos de solidão", de Gabriel García Marquez.


Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por um personagem de ficção?

Várias vezes. Mas escolheria "Diadorim", de Rosa. O itinerário poético-pessoal que ele percorre, ao longo de "Grande sertão", é emocionante.


Qual foi o último livro que compraste?

Obra completa de João Cabral de Mello Neto

Qual o último livro que leste?

Terminei de ler agorinha o referido livro, além de "À Flor do Verso", poemas de Sandra Baldessin.


Que livros estás a ler?

Estou relendo "Sagarana", livro de contos de João Guimarães Rosa, parte de sua obra completa que estou lendo.


Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

Nenhum. Não há leitura possível no meio da solidão absoluta.

A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?

A Julyanna Santos (http://farpas.multiply.com), porque é poeta, amiga e gosta de sorrir;

A Silvia Schueire (http://sschueire.multiply.com), porque gosto dela;

A Sandra Baldessin (http://sandraregina.multiply.com) porque tem o que dizer.

Adair Carvalhais Júnior

abril2005




4/15/2005

degredo


para Elaine

teus olhos mares
de inexatidão tua
boca de novo ador
mecida

tua pele toda
esquecimento teu
corpo horizonte
enegrecido

não há pouso
possível
para esta
dor

Adair Carvalhais Júnior

4/10/2005

biografia XV - 43

ainda a mesma
janela o mesmo rio que não
leva pro mar o

mesmo limoeiro arrancado as nuas
imensidões da adolescência os
vales ainda
espraiando-se

a mesma estrada
esburacada a mãe sozinha o
pai sempre fora os

mesmos sonhos
infantis o lote vazio ainda o
vazio espraian
do-se


Adair Carvalhais Júnior