9/23/2005

raízes

sou este corpo
doente di
lapidado que se
mistura a tantos
estrondos inexplicáveis o

silêncio que se
esconde em cada
palavra

esta pele
esburacada que insiste em
iluminar as
dores que me
saturam os

caminhos
brandos que descortinam cada
sorriso

há alma nestas canções
abandonadas chama nestes
sóis congelados vida

nestas manhãs
esfarrapadas sentido neste
vazio sempre menos

repartido


Adair Carvalhais Júnior

9/06/2005

patrimônio


para Pedro e Alice


a cor de teus
olhos molhados de sol o
vento leve na
manhã um

sorriso no fim da
tarde a
brandura das horas
mornas as

infinitas confidências da
pele a
luminescência da madrugada o
silêncio

do

poema



Adair Carvalhais Júnior