10/31/2005
continente
como estás tão
longe se teu
riso revolve
me por
dentro se tua
boca umedece meu
olhar teu
corpo lateja
no
meu
é tua a
voz que me
acolhe tua a
madrugada que
me
adormece
Adair Carvalhais Júnior
10/05/2005
amor
no quarto
escuro o mundo era tua
boca ardendo teu
desejo roendo minhas
pernas
meu mundo subia pelas
paredes esboroava se no
teu
corpo ardia feito sol na
carne
na tarde ensol
larada a noite permaneceu a
cesa no meu
rosto
Adair Carvalhais Júnior
escuro o mundo era tua
boca ardendo teu
desejo roendo minhas
pernas
meu mundo subia pelas
paredes esboroava se no
teu
corpo ardia feito sol na
carne
na tarde ensol
larada a noite permaneceu a
cesa no meu
rosto
Adair Carvalhais Júnior
10/01/2005
lítico
quando acordo no meio
da noite continuo
percebendo a poeira
fria entrando pela
janela quando
durmo durante o
dia ainda
vejo a água abandonando a
areia que
ficou
meu corpo enorme
mente pesado imerge nas
dobras da
solidão perde-se no
fundo demora dolorosa
mente quase
não
volta
toma-me o lodo dos
dias arrasta
me para
longe
Adair Carvalhais Júnior
da noite continuo
percebendo a poeira
fria entrando pela
janela quando
durmo durante o
dia ainda
vejo a água abandonando a
areia que
ficou
meu corpo enorme
mente pesado imerge nas
dobras da
solidão perde-se no
fundo demora dolorosa
mente quase
não
volta
toma-me o lodo dos
dias arrasta
me para
longe
Adair Carvalhais Júnior
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