11/29/2005

iminência

para Adrilene


quero tua sede depois
do sexo teu
corpo
vencido minhas

manhãs uma
vez
mais
fertilizadas

quero reaprender-te palmo a
palmo cobrir as
paredes com teus
cheiros tuas

marcas por todos os
cantos até nesta
canção que se
cala

quero a comida recedendo teu
suor pedro e
alice sorrindo com
você teu

calor encontrando-me nestas
madrugadas cada
vez mais
longas


Adair Carvalhais Júnior

11/17/2005

morada

para Adrilene


quando esqueceres minha
voz ouça a
brandura silenciosa de
minhas
mãos e no

escuro meus
olhos não
mais brilharem recorda o
repouso de nossos
sonhos

quando velares tuas
noites acolha-te do
lume de meu
corpo e o

vento ameaçar teus
castelos agarra-te às
canções de nossas
manhãs

pertence a
ti o amor que
me
sustém


Adair Carvalhais Júnior

11/15/2005

inútil

além do mar do
silêncio das tardes

dos dias infinitamente
longos das

noites
desesperadas

além das montanhas da
tristeza das canções

dos corpos ainda
desamparados dos amores

rotos

montes de versos extraviados mal
trapilhos nenhuma

poesia



Adair Carvalhais Júnior