nunca mais perguntarei por teus
olhos úmidos os horizontes
vastos nem
lembrarei os filhos
da guerra os poemas
inacabados
jamais lembrarei teus
lábios frescos as noites
inenarráveis nem
perguntarei pelas crianças
perdidas as dores
inúteis as mesmas
esperanças
puídas
Adair Carvalhais Júnior
3/07/2007
biografia XXVII - 2006
arrasto me feito pedra deste enorme
esforço de continuar
vivo
as horas me passam quebrando osso
por
osso já não me
reconheço neste corpo sem
lugar pra se
esquecer
ainda que os dias
insistam e a chuva
teime que as
noites persistam e a
fumaça perdure não há
mais
lugares pra
me
esconder
Adair Carvalhais Júnior
esforço de continuar
vivo
as horas me passam quebrando osso
por
osso já não me
reconheço neste corpo sem
lugar pra se
esquecer
ainda que os dias
insistam e a chuva
teime que as
noites persistam e a
fumaça perdure não há
mais
lugares pra
me
esconder
Adair Carvalhais Júnior
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