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um rio que não
se cruza mais
uma aurora
indecifrável
uma noite sem
eco um
horizonte
que se
nega
tardes incontornáveis
ventos sem direção
um poema que
se
repete
Adair Carvalhais Júnior
nas margens pelas
encostas entre
atos enquanto fazem
se risos
entre cifras pelas
bordas nos
indícios desatando se
nós
na chuva fina
no segredo dos ventos
Adair Carvalhais Júnior