há nos versos
matutinos o peso das
noites abafadas a fúria
dos sorrisos
contidos
esta teimosia que fere
o corpo que insiste
em romper
os versos matutinos
espalham seu hálito
contaminam as águas
grudam se às árvores
as manhãs costumam
ser longas
demais
Adair Carvalhais Júnior