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10/07/2010

aurora





há nos versos
matutinos o peso das
noites abafadas a fúria
dos sorrisos
contidos
        
esta teimosia que fere
o corpo que insiste
em romper

os versos matutinos
espalham seu hálito
contaminam as águas
grudam se às árvores

as manhãs costumam             
ser longas
demais

                           
         
Adair Carvalhais Júnior

10/20/2009

aurora

a propósito de um poema de
Elaine Malmal




quase muda há
muito sem
ouvir ninguém sem

ninguém a
ouvir

seca ao
sol das águas
escuras escureço

antes de
amanhecer

quebro os vidros lanço
raios frágil enfrento

sóis parto

me





Adair Carvalhais Júnior