10/07/2010

aurora





há nos versos
matutinos o peso das
noites abafadas a fúria
dos sorrisos
contidos
        
esta teimosia que fere
o corpo que insiste
em romper

os versos matutinos
espalham seu hálito
contaminam as águas
grudam se às árvores

as manhãs costumam             
ser longas
demais

                           
         
Adair Carvalhais Júnior

11 comentários:

Leonardo B. disse...

[como um longo caminho, o dia repete-se... mas não as pedras do chão que o faz]

um imenso abraço,

Leonardo B.

Adair Carvalhais Júnior disse...

as pedras sempre se renovam.

Obrigado pela visita e pelo comentário, Leonardo.

Ana Claudia disse...

Nossa, Aldair, eu estava com saudades dos teus versos!

Um abraço pra você.

Adair Carvalhais Júnior disse...

E eu com saudade de vc !

abração

Mari Amorim disse...

Adair,
a fúria dos sorrisos contidos..
mais um belo poema!
Boas energias,
Mari

Adair Carvalhais Júnior disse...

E eu contando, mais uma vez, com sua presença carinhosa.

Obrigado Mari.

Ceci Pinheiro disse...

"esta teimosia que fere
o corpo que insiste
em romper


os versos matutinos..."

Esta teimosia tem um calor de manhãs ensolaradas e o frescor das manhãs encobertas. Um senso e um contra senso.
Abraço,

Ceci Pinheiro disse...

Oi poeta:

Não consegui comentar...Estou tentando novamente, para dizer que seus versos me comovem.
Abraço,

Ceci

Adair Carvalhais Júnior disse...

Conseguiu sim, Ceci. E duas vezes !

Fico mais que comovido de saber o tanto que fazem meus poemas nas suas (nossas) manhãs.

Mto obrigado.

dade amorim disse...

As manhãs sempre chegam com o resto da noite, as manhãs nunca são puramente manhãs.

Beijo, Aldair.

Adair Carvalhais Júnior disse...

As manhãs e as noites entram umas dentro das outras, escuras e/ou ensolaradas.