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7/24/2009

rendição

no lugar do seu
sorriso uma
lembrança quase
morta no

alto daquela
serra quase

nada

no lugar dos
pássaros chuva
infindável e o

silêncio

da

dor



Adair Carvalhais Júnior

10/02/2008

rendição

o silêncio tange o
sino de tão
leve ninguém
escuta

Nana Botelho




minha garganta
árida buscava o
silêncio abismal da
tarde os sinos

mergulhados
inteiramente
neles
mesmos

feito chuva fina tua
voz percorreu minhas
ruínas meus
angustiados escombros

teu olhar roçando a
noite luziu sobre
os telhados açoitou minha
aurora

para sempre todos
meus dias saberão a
teu
hálito




Adair Carvalhais Júnior