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10/09/2008

medo

posso deixar que repouse
em mim tateie meus
desconhecidos


alimente meus animais
noturnos encharque minha
angústia


se seus suores escorrerem
promessas


posso deixar que acolha
meus cacos jorre a
entrega mergulhe


minhas transparências


se suas mãos sussurrarem
saudades


que entre e
saia permaneça ou
se evada enquanto


sufoco


Adair Carvalhais Júnior