10/09/2008

medo

posso deixar que repouse
em mim tateie meus
desconhecidos


alimente meus animais
noturnos encharque minha
angústia


se seus suores escorrerem
promessas


posso deixar que acolha
meus cacos jorre a
entrega mergulhe


minhas transparências


se suas mãos sussurrarem
saudades


que entre e
saia permaneça ou
se evada enquanto


sufoco


Adair Carvalhais Júnior

6 comentários:

Casulo Temporário disse...

Adair,
foi uma alegria sua visita.
Gostei muito de passar por aqui.
Ah, esses poetas das Minas Gerais!

myra disse...

muito, muito bom e bonito!
sabe agora tenho dois blogs, que voce podera entender, um se chma 10 de abril, em portugues, o outro Miguel Salas Anzures, espanol. Gostaria uns comentarios, obrigada, logico se entender :) e gostar!
um abraço, myra

Pavitra disse...


não vou verter
nenhuma palavra úmida
deixo incendiar...

a sua poesia consome meu ar
prendo a respiração
para segurar o momento...

não vou verter nenhuma palavra
seca
- vou me deixar afogar
em cada uma das suas...

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado pela visita Ana.
Vou sempre passar pelo seu casulo também.

Adair Carvalhais Júnior disse...

Vou passar por lá sim, Myra.
Obrigado.

Adair Carvalhais Júnior disse...

Uma honra seus versos Pavitr !
Obrigado.