Diandra possuía o par de seios mais belo da cidade.
Poetas já os haviam imortalizado, cantores já os haviam infinitamente cantado e tantos pretendentes se extenuado ante a tênue possibilidade de seu deleite.
Sob a camisa clara de algodão fino os poemas os faziam luminosos como galáxias incandescidas e as canções tateavam as curvaturas indescritíveis de seu desenho e a cor rosada de seus mamilos.
Desesperados os amantes desejavam a sombra de seu inesgotável prazer e se amarravam às árvores centenárias da praça para não sucumbir à sua vertigem.
No entanto, nunca ninguém havia visto o par de seios mais belo que existia.
Adair Carvalhais Júnior
(do livro "As mulheres invisíveis". Favor não divulgar)