onde deságua o rio
prá breve confrontar
o mar
entre galhos e raízes
onde se desencontra
o trem e despenca
na curva alta
confundido no horizonte
onde abrem se janelas
e portas
pés descalços misturando se
na areia memória
vespertina da lua
rasgando a montanha
laranja
Poema e foto: Adair Carvalhais Júnior