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10/21/2008

arraigado





não se extinguem as

marcas dos

dias as entranhas

escancaradas prá

sempre


o rastro da lua nas

veias os medos

assombrosos tantos

amanhecimentos


as pedras não

se dissipam as

mãos roçando

poemas abandonos


lonjuras

frestas

aridez


é eterna a

memória da

carne




Adair Carvalhais Júnior

(foto e poema)