dizer a clandestinidade
de todos
endereços a
fome dos
campos
arados sobretudo
o silêncio
dos tolos e
inocentes
a dor dos que cortam
os pés no
asfalto da
esperança misturada
ao pó da
água
árida
o poema não
se
esgota
Adair Carvalhais Júnior