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12/15/2009

inútil

dizer a clandestinidade
de todos
endereços a
fome dos
campos
arados sobretudo

o silêncio

dos tolos e
inocentes


a dor dos que cortam
os pés no
asfalto da
esperança misturada
ao pó da

água
árida


o poema não
se
esgota





Adair Carvalhais Júnior