saber que o horizonte
não tem fim
e continua se abrindo
através dos silêncios
e as árvores permanecem
protegendo os segredos
que se espalham
horizonte afora
perceber que a terra
viceja sob mãos ásperas
e se desvenda devagar
para as águas mais fundas
constroem se raízes
que se entrelaçam lentamente
para sustentar cada manhã
e nutrir os dias
em silêncio
Adair Carvalhais Júnior