o que sabe o corpo
perdido nas dores
puídas da madrugada
o macerado dos dias
a violência das horas
o que se esconde
dentre os dedos o destino
oblíquo do corpo
arder na sombra da noite
saltar no vão dos olhos
roto
nas lâminas manchadas
da pele
Adair Carvalhais Júnior