2/04/2005

biografia XIV: península




mar era novidade sempre
refeita corpos
quentes largados na
areia

planície de cor
indefinível memória
longínqua dos
vales

era completa ausência silêncio
indevassável esperança das
serras
embrutecidas nossa

única companhia


Adair Carvalhais Júnior

11 comentários:

soledade disse...

Uma boa parte desta sua série "biografia" tem sido a expressão de um desenraizamento: a terra da origem (longínquos vales e serras "embrutecidas" - espantosa adjectivação!) que nunca cedeu a nenhuma outra paisagem, nem sequer à novidade, sempre renovável (lembro-me de sentir também assim em criança, quando ia à praia) do mar. O título, como sempre, é perfeito.
Um beijo

Camila disse...

Já disse que seu blogspot é muito interessante?


Nancy

Amélia disse...

Já te disse como gostei de mais este poema da tua biografia.A Soledade disse tudo.E eu estrou com ela na apreciação.Um beijo

Adair Carvalhais Júnior disse...

Amélia e Sol - agradeço os comentários e fico muito contente que vocês tenham gostado.
Já disse que cada comentário da Sol é um enriquecimento enorme aos nossos poemas.

Camila - você não disse e que bom que disse. Tomara que continue gostando.

Beijos para todas.

Anônimo disse...

caro amigo. vi o seu blogue no Nocturno com Gatos da Soledade e vim a correr. gostei muito do que escreve. voltarei muito. um abraço do wilson t. do www.escritasolta.blogger.com.br

virna disse...

adair,
gostei bastante deste poema da "biografia". uma sincronia curiosa: também escrevi um poema chamado península.
um abraço,
virna

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado pela visita, Wilson. Fico contente que tenha gostado.

Legal Virna. Deixe a gente ler seu poema, então.

hfm disse...

Pela Soledade soube deste seu blog. Primeira visita, ter-me-á atenta leitora! Um abraço

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado Helena.

Márcia Maia disse...

Belo, Adair. Belo.
Beijo.

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado Marcia.
Cêe tá tão sumida...