2/21/2010

foragido




deserto irrompendo por
dentro poeira
turva sangrando os
olhos

mar agredindo as
margens marés
infiéis escavando
abismos

temporais revolvendo
manhãs voragens nas
ribanceiras erodindo
angústias

corpo roto desgarrado

de si

mesmo



2 comentários:

Pedra do Sertão disse...

Passeando pelos blogs...parando para espairecer!

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado pela visita.
Vou conferir seu blog.