8/10/2008

solidão


(...) se vieres à minha procura
vem devagar e suavemente para não

quebrar a porcelana da minha solidão.

Sohrab Sepehry





arrancar de onde já

não há mais qualquer

sentido onde jamais voltará


a ter


recriar por onde ninguém

jamais trilhou onde nunca

mais poderá


regressar


reconhecer se onde nada

mais pode

brilhar no


espelho cada vez

mais turvo de si

próprio



Adair Carvalhais Júnior

2 comentários:

Anderson Cádor disse...

é justamente onde não se pretende nada onde podemos criar nosso tempo, nosso mundo, nosso vão, mesmo que assim seja...

apareça...

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado pela visita, Anderson