11/17/2008

sossego


uma chuva que não

cessa um canto


morno porta

retratos e xícaras


de chá


à noite gosto

de me deixar

doer



Adair Carvalhais Jr.

8 comentários:

Amélia disse...

Tão dorido, amigo!E belo no dizê-lo...

Bee-a disse...

tão lindo esse poema...

Adair Carvalhais Júnior disse...

Cada vez mais tenho achado que a dor é sempre bela, Amélia.

Obrigado pela visita.

Adair Carvalhais Júnior disse...

Adoro quando você gosta, Bee.

Pavitra disse...


a beleza do seu poema
é tanta que também faz doer
o pensamento sobre ele...

esse poema deve ser apenas "sentido"

Adair Carvalhais Júnior disse...

Cada dor pede um sentido, então ?


Obrigado Pavitra.

Bee-a disse...

Eu queria dizer isso que a Amélia disse, mas não consegui de jeito nenhum!
Acho que doía.
rs

Adair Carvalhais Júnior disse...

Agora disse !