10/07/2011

dor

um ponto sobre
a pele

mínimo quase
escondido

onde só os sons
sorrateiros
percutem

pertinaz

explora recantos escava
entre os ossos as fibras
tensas

um ponto
esquivo perfura por
dentro onde não
se encontra
nada

um ponto
mínimo desaparece

nos entremeios do
corpo

na pele rude
rastros marcas escassa
memória



Adair Carvalhais Júnior

9 comentários:

Felicidade Clandestina disse...

meu caro,
obrigada pela visita :) és bem vindo no meu Reino.

um abraço :)

Ceci disse...

Adair:
A dor é bem assim, localizada.
Sempre leio com prazer os seus poemas, mesmo os tristes ou doídos.
Abraço,
Ceci

Adair Carvalhais Júnior disse...

O poeta é um fingidor, amiga.

um abração prá você.

dade amorim disse...

Adair, há muito tempo não te leio, me deu saudade.

Tudo de bom pra você.
Abraço.

Verso Aberto disse...

doem paralelas
em edições intermináveis
as dores e as memórias delas

abs Adair

Moinho Silente disse...

onde a dor é uma memória de pele

Adair Carvalhais Júnior disse...

E eu há muito não escrevo, Dade. Mas você é sempre bem vinda, como sabes.

Um grande abraço

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado pelo retorno, meu amigo.
Abração

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado pela visita e pelo comentário.

Volte sempre.