4/03/2013

silêncio


        o que chega
        devagar sob a porta o que
        se encosta nas beiras
        das janelas

        o que rodeia
        a casa espalha se
        pelas paredes ocupa
        os vãos

        durante o dia
        durante a noite

        o que sopra na copa
        das araucárias o que
        mareja as horas
        da tarde
                       
        o que ondeia
        nas águas do rio o que se
        espraia
           
        durante a noite
        durante o dia


Adair Carvalhais Júnior

2 comentários:

Malmal mal disse...

Feio, vc poderia ceder e ir ao face, lá eu podia partilhar este poema, tão lindo, tão eu ...( na Parte do si.encio)
Como vc nao vai, roubo e posto lá...


Bijo

Adair Carvalhais Júnior disse...

Fique à vontade, Mal.

Um dia apareço por lá.

bj