2/21/2005

Lilia Chaves

na canoa

a palidez inunda a proa
– na canoa debruçada
o que bebo do rio
não é a lua
sorvo o reflexo
da distância

(e tu, que sorves
no corpo da amada?)

escoando o barco
eu meço o peito vazio
a rima soa
sugerindo
mundos
na embriaguez da noite nua

(e tu, que surges
nos lábios de minha ânsia?)

desmaia a tez da lua louca
– é o líquido luar
que me amanhece
desfio a alma
no destino
da canoa

(e tu, que luas
derramaste em minha boca?)


Lilia Silvestre Chaves

15 comentários:

soledade disse...

A subtileza. E o embalo, a música doce da Lilia.

Adair Carvalhais Júnior disse...

É lindo, não ?

hfm disse...

É sempre bom encontrar aqui os amigos.

Neysi disse...

Bonito sim!...os Declives também!

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado Neysi,

volte mais vezes aqui.

Ana disse...

Lindo o poema.
Beijo, eu

Adair Carvalhais Júnior disse...

Lilia sempre deixa a gente sem palavras, né ?

Obrigado pela visita.

Bjao

EU

marilia disse...

Oi, Adair,

espero que esteja bem e Alice também.
Escrevo para dizer que só agora recebi um sinal do fabrício, do SLMG.
Portanto, nao se desespere em relação a publicações em jornais.
Demora mesmo.
Força e fé, sempre.
beijos

Silvia Chueire disse...

o poema é de uma delicadeza de cristal, como são a maioria dos poemas da lília...

beijos,
silvia

Silvia Chueire disse...

como é, digo. perdoem-me o erro de concordância. :/

silvia

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado, Marília.
Estas coisas dependem muito de QI...

Obrigdo, Eugenia/Silvia pela visita.

bjos

Amélia disse...

Gosto muito da poesia da Lília, muito pela melodia, muito pela,como diz a Sol,subtileza,ambas portadoras de sentido.

Adair Carvalhais Júnior disse...

Eu tb, Amélia. Pena que ela apareça tão pouco, né ?

Bjo e obrigado pela visita.

Leonidas Arruda disse...

Lilia, parabéns por haver proporcionado a oportunidade de embarcar nesse poema-canoa e remar rios de fantasia.

Leônidas Arruda disse...

Lilia, voltei para embarcar novamente nessa canoa.