7/21/2008

biografia XXXI-esperança



agora já são grandes Pedro e

Alice e morreram as duas

árvores que

plantei


perderam se no

mundo os poucos

poemas que

escrevi esvaziaram


se de mistérios as

noites

de

solidão


o corpo ocupa se cada

vez mais das marcas

do tempo a chuva já não

incomoda procuro no


inferno das

ruas um

enorme

silêncio


sonhos perscrutam a

morte fraquejam logo

de manhã dói olhar para


frente



Adair Carvalhais Júnior

10 comentários:

Germano Xavier disse...

Professor,

a plástica de teus versos é algo de sensacional. Descobri tua palavra e nela agora bebo com oum aprendiz sedento.

Um poema mágico-magistral, sobre como morte e procura andam tão inseparavelmente unidas.

Volto porque aqui é casa boa de morar. Abraços de sempre e sempre...

Germano
Apareça...

Adair Carvalhais Júnior disse...

obrigado meu caro.
volte sempre.

grande abraço

Bee-a disse...

vanitas em verso, esse poema...

gostei do blog novo!

umbeijoproce.

Adair Carvalhais Júnior disse...

ah, agora sim !

obrigado: tive uma ajuda importante.

bj

Soledade disse...

Que poema, Adair! Interpela-nos, desnuda-nos, estas criaturas que somos, devoradas de sonhos dilapidados, de anseios, devastadas pela usura do tempo.
Belo, meu amigo!
E o blogue ficou óptimo. Parabéns.

Beijo

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado querida.
Sabes como sua presença é importante.
E agora posso acompanhar de perto seu "Noturno". Viu ?

um beijo

Amélia disse...

Magnífico - concordo com o que diz a Sol.Beijo, Adair.

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado Amélia.
É bom ter leitores como vocês, sempre por perto.

liliasilvestre disse...

E se eu escrever o comentário da biografia mais recente aqui? Você lê? Nessa escrita corporal existe história, jogo, amor, vida e morte, tudo que a grafia da existência sopra à poesia de quem sabe...
Encantada, Lilia

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado Lilia.
Sua presença no meu blogue o engrandece.
Fico contente quando aparece e, mais ainda, quando gosta do que escrevo.

um beijo