7/16/2008

ofício



o poema surge aos

poucos enquanto o

corpo confronta os

dias enquanto as


noites escurecem


aos encontrões rasgado na

pele na medida nunca

exata das

palavras enquanto a


vida procura por si

própria


o poema fecunda

diariamente a recusa

insípida

da morte



Adair Carvalhais Júnior
(foto: autor desconhecido)

7 comentários:

Inominável Ser disse...

Inomináveis Saudações, Adair Carvalhais Júnior.

O nascer do poema, qual rompante entre os nossos dedos de infinitas e fecundas tempestades, raios e trovões e chuvas infinitas, caminhos conectados ao máximo de nossas infinitas interiores poéticas possibilidades. Findar um poema é iniciar-se na Eternidade, iniciar novo poema é estar no Além-Da-Eternidade, Plenitude, Poder, Realidade...

Saudações Inomináveis, Adair Carvalhais Júnior.

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado pela visita e pelo comentário, inominável.

Bee-a disse...

o poema grita!

Adair Carvalhais Júnior disse...

este poema ?
todo poema ?

poemas são gritos por sobrevivência. Ou não.

Bee-a disse...

podem ser sussurros.

Adair Carvalhais Júnior disse...

podem sim
muito são.
mas sempre por sobrevivência.
acho.

Germano Xavier disse...

Poeta,

chego aqui através do blog do Iosif Landau e páro. Leio tudo e já minha alma é carregada por uma água que perfura a alma.

Uma casa boa de morar a tua.
Abraços de sempre e sempre.

Germano Xavier
Petrolina-PE
www.clubedecarteado.blogspot.com