8/22/2008

biografia XXXII - paradeiro

ainda conto nos dedos
de uma talvez
duas mãos tantas
parcas
alegrias


Alice caminhando ao
meu lado o orgulho
sereno de
Pedro teu
sorriso abrindo me a
manhã


as tristezas me arrombam
a porta todos
os dias tantas e tão


pavorosas que meu
corpo inteiro não consegue
alojar


miúdas e raras as
alegrias sustentam meu
olhar quando
aflito encaro meus
semelhantes


jamais sucumbiram na avalanche
inominável de seus
terrores



Adair Carvalhais Júnior

6 comentários:

Raquel disse...

Olá!
Adorei seu blog!!
Voltarei!
http://sex-appeal.zip.net
http://cara-nova.zip.net

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado pela visita, Raquel.
Seu blog é muito interessante.

soledade disse...

Belíssimo, Adair! Dizer assim da ternura e da aflição do eu que vive e se contempla no tempo, no terrível devir. O título é perfeito.
Mando um beijo de longe (mais do que o costume), preparando-me para voltar a casa.

Adair Carvalhais Júnior disse...

Um beijo de perto.
Esperando que retornes logo.

Bee-a disse...

tempo, tempo, que nem sempre corre tão macio...

Adair Carvalhais Júnior disse...

Tempo ? Quase sempre não.