8/14/2008

limiar



minha casa resplandece

inteira quando nela teu

sorriso

penetra


um fulgor no silêncio do

dia


e permanece tépida enquanto lá

fora tudo

escurece


minha casa se reveste de

sal quando nela teu

olhar se

embrenha


uma miragem na angústia da

fome


e continua nutrindo me enquanto

todos os homens

desesperam se


inundada de ti minha

casa jamais se

perde




Adair Carvalhais Júnior

(Foto: autor desconhecido)

5 comentários:

Anderson Cádor disse...

quando no outro há o encontro...

Abraço, meu caro.

Adair Carvalhais Júnior disse...

O encontro é fundamental.
Também na poesia

grande abraço

soledade disse...

Uma ternura, este poema. Mitiga a aridez...
Beijo

Adair Carvalhais Júnior disse...

Talvez seja o que nos reste, Sol.

beijos saudosos.

Bee-a disse...

inundar-se do outro...