3/02/2014

abandono



                no fundo mais
                árido do mundo onde nada
                cresce no canto prá sempre
                esquecido silenciam

                os dias inumeráveis
                as noites indiferentes

                entre quatro paredes
                finas acalento a lua
                pálida de mato ressecado cubro
                saudades insignificantes

                sob o telhado escurecido
                de cinzas o sol ralo aquece velhas
                melancolias ressuscita o inominado

                passado

                os dias inumeráveis
                as noites indiferentes



Adair Carvalhais Júnior

8 comentários:

Pedra do Sertão disse...

Fazia tempo que não vinha por aqui...gostei muito dos poemas que li de seus últimos posts.

Abração e bom carnaval...

Venha nos visitar: www.pedradosertao.blogspot.com.br

Adair Carvalhais Júnior disse...

Fazia tempo que eu não escrevia também.

Agora pretendo voltar a escrever e postar regularmente.

Obrigado pela visita.

abraços

Anna Amorim disse...

do silêncio, ressoa poesia...

Abs,

Adair Carvalhais Júnior disse...

A poesia talvez seja silêncio, Anna.

Obrigado pela visita e pelo comentário

um abraço e volte sempre

Soledade disse...

Que belo poema! Que nos dói - como tudo o que cintila, no irremediável da memória; e que nos deslumbra.

«Tudo o que é belo é também um pouco triste». É isso.

Um beijo, meu amigo.

Adair Carvalhais Júnior disse...

Estas cintilâncias têm me doído cada vez mais. Daí os poemas saindo assim...

beijo, amiga.
E obrigado pelo comentário.

fernanda s.m. disse...

Belíssimo, Adair. Muito sentido e sentindo. Também não tenho andado por aqui, acumulando das tais "cintilâncias", mas também pretendo regressar à leitura dos blogues do meu contentamento.
Um abraço.

Adair Carvalhais Júnior disse...

Obrigado Fernanda.
Aos poucos a poesia vai retornando aos seus veios normais.

abraços