9/13/2014

filhos


o velho fusca levava
estradas e estradas afora o odor
branco das flores
do limoeiro

ia e vinha a poeira
dos dias cansados

o rio velho levava
encostas e encostas afora
as folhas leves
das castanheiras

a sombra verde
das castanheiras

as árvores velhas
levavam os sonhos
ventos e ventos
afora

as estradas poeirentas
onde meus irmãos viajavam

no quintal da casa
a velha montanha
contava histórias
do mundo inteiro



Adair Carvalhais Júnior

4 comentários:

Luci Elaine Andreatti disse...

Lindo...bela definição.
Adorei!

Adair Carvalhais Júnior disse...

Oi Luci,
que bom ver você por aqui !
Fico feliz que tenha gostado.

Muito obrigado.

Elizabeth Martins disse...

Como sempre, quando leio seus poemas, minha sensação é de ternura e regresso aos tempos de criança, bem pequena.
Da janela da nossa cozinha, bem ali, numa cidadezinha perto da Serra da Mantiqueira, víamos as montanhas.
E sem dúvida, para mim e meus cinco cinco irmãos " a velha montanha conta histórias do mundo inteiro", até hoje!...

Adair Carvalhais Júnior disse...

Pois é na Mantiqueira, Beth, que tenho tido a oportunidade de reencontrar os rios, as árvores e as montanhas da minha infância.

E assim posso fazê-los voltar através dos poemas.

Fico feliz que meus poemas te proporcionem estes sentimentos.

Um beijo