11/30/2016

pouso



                rumor de chuva
                fina na janela teus
                olhos silenciam a

                tarde alastra
                se entre tuas
               
pernas procuro
abafar minha
solidão

rumor de desejo
espesso nas paredes teus
lábios ardem a

tarde esquiva
se nos

teus seios escoa
meu
desassossego

reconheço em tuas
mãos minhas
dores arranho tua
pele afundo me em

mim mesmo penetro
teu corpo arrasto teus
cabelos esqueço me
enfim

de meus
assombros


Nenhum comentário: