4/03/2012

diamantino




o curso do rio risca
a memória das areias
quentes sob o clarão

lunar

casinhas brancas e azuis
reverenciam mudas o vasto
horizonte

de pedra

donde desabam águas
nas ladeiras altivas

na varanda tímida seu
sarafim rememora histórias
trançadas em ouro e coco

da bahia




Foto e poema:
Adair Carvalhais Júnior

8 comentários:

dade amorim disse...

Muito bom, Adair!

Abração pra você.

Verso Aberto disse...

mano Adair
seus versos tracejam os rios de minas que serpenteiam nossas veias... nosso mar interior

abração amigo

Mari Amorim disse...

E,eu me rememoro.
Boas energias!
Mari

Adair Carvalhais Júnior disse...

Oi Dade,
fico feliz que tenha gostado.

gde abraço

Adair Carvalhais Júnior disse...

Pois é, nosso mar de rio né ?

gde abraço amigo.

Adair Carvalhais Júnior disse...

Faz bem se ver no poema.

um abraço

Romis Lima disse...

Que aconchego bom é esse rio...que lindo!
Ando mais ausente que presente na correria dos meus dias, Adair, mas leio quase tudo que os amigos postam, mesmo que não esteja conseguindo, ainda, interagir como antes...

Beijo, Moço!

Adair Carvalhais Júnior disse...

É bom saber que vo~e está por perto, Romis.

É bom saber que gostou do rio e de tudo o mais.

beijo prá vc.